Nosso segundo dia em Atenas visitaríamos o ponto mais famoso da cidade: Acrópole de Atenas.

Acordamos mais cedo, a Acrópole abre às 8h e fecha as 17h de segunda a sexta, e nos fim de semana fecha as 15h, passamos na rua de baixo da casa que estávamos para tomar nosso café da manhã delicioso, um pão de massa super macia muito cheio de queijo.

O nome é Peinirli e nós comemos um desses todos os dias!

Massa super aerada recheada de queijo e presunto!

Saindo de casa já tivemos uma surpresa boa, ao contrário do dia anterior o tempo estava nublado! Já havíamos pensando como seria tenso aproveitar bem o passeio com sol forte, por isso também saímos mais cedo e passamos bastante filtro solar.

vejam que não fomos os primeiros a chegar!

Chegando à entrada da Acrópole ,havíamos comprado o ingresso no dia anterior então foi só subida até os monumentos, ela fica num topo de um platô num dos pontos mais altos da cidade, então se prepare para subir.  O caminho é feito de pedras e com o que acredito serem pedaços de outras construções que foram reaproveitadas.

o portão Propileus

A entrada no sitio é feita pelo Propileus (portão) construído após a consagração do local a Atena, e já choca pela magnitude das colunas e por mesmo após todos esses anos e destruições e guerras estar lá em pé, nos transportando séculos atrás. A gente pode reparar nas paredes e no encaixe das colunas de mármore, é tudo lindo!

ao lado direito da entrada podemos ver as colunas

Seguimos em frente e chegamos ao tão famoso Parthenon, quanta sabedoria e conhecimento um povo tão antigo possuía para construí-lo! É bem grande, as colunas são dispostas na parte frontal e traseira com 8 colunas e nas laterais com 17 colunas externas, em cima das colunas haviam blocos formando um mural que contava a historia do povo grego e da vida de Atena.

Atualmente no Partenon estão replicas das colunas e peças originais , os originais estão no museu da Acrópole ou em outros museus da Europa, inclusive é um ponto que os gregos sempre chamam nossa atenção. Perguntamos aos guias locais e eles nos esclareceram que provavelmente não veríamos os monumentos da Acrópole sem interferências de obras de restauração.

foto romântica e um guindaste

Chegamos num ponto onde há várias colunas e pedras separadas no chão como se estivessem sendo catalogadas para voltar aos seus lugares, há muito trabalho ainda a ser feito.

Ao lado temos o Erecteion ou templo em grego, em umas das faces do templo as colunas são em formas femininas que segundo a lenda era uma dançarina que honrou a deusa Ártemis e o outro lado em honra ao deus Poseidon, que disputou a cidade com Atenas.

colunas em forma feminina

Há uma oliveira ao lado da construção que o guia nos disse (não sei confirmar) estava lá desde a sua construção; segundo a mitologia Atena e Poseidon disputaram entre si quem seria o deus que os habitantes iriam honrar e ser o protetor da cidade, Poseidon bateu seu tridente no chão e fez nascer uma fonte de água, Atena fincou sua lança e fez brotar uma oliveira, depois de algumas confusões o Olimpo deu a vitória para Atena e assim a cidade passou a ter seu nome.

Oliveira que deu a vitória a Atena

Saindo do Erecteion chegamos ao templo de Atena Niki, o templo fica em destaque no complexo. Niki é um termo meio complexo de entender, significa algo como vitória. Esse templo abrigava uma estátua da deusa feita em madeira de oliveira, mas não há nenhum vestígio de sua existência atualmente, apenas os textos antigos o descreviam.  Na verdade o local já era utilizado para culto a divindades de povos anteriores aos gregos, um local místico da população.

Esse templo logo acima, no dia não podíamos nos aproximar.

É bem impressionante ver toda a complexidade e habilidade da cultura, nos espanta em como o mármore e demais monólitos utilizados foram transportados e como tudo foi construído e como mesmo após vários anos de domínios estrangeiros e guerras o local manteve sua imponência.

Eu também fiquei feliz por um motivo que não é minha paixão por historia antiga e arqueologia (uma fã de Indiana Jones e Tomb Raider) e sim porque havia alguns cães peludinhos fofos bem de “boas” entre as colunas e turistas! Muito bonzinhos pareciam tomar conta do local. Haviam gatos também, bem mansos!

Dicas extras: calçado fechado, pois durante todo percurso há pedras soltas e poeira. Não há locais para se esconder do sol, então vá com um chapéu, filtro solar e óculos escuros.

Nos dias que passamos na cidade estava um calor de uns trinta e poucos graus. Leve uma garrafa com água, há apenas um bebedouro no final próximo a bandeira da Grécia. Evite os horários em que o sol estiver mais forte.

Eu vi um cadeirante num dos grupos que chegaram conosco e também vi um numero grande de idosos e crianças. É um passeio possível para esses grupos.