No post anterior contei como chegamos à casa que iriamos ficar na cidade e o perrengue que passamos.

Passadinha na colina Areópago antes de descer para a Ágora

Saímos de casa umas 11 da manhã, achamos que já estava tarde para o Parthenon e resolvemos descer a colina, pela Ágora de Atenas, compramos na bilheteria da Acrópole o bilhete que dava direito a visitar a Acrópole de Atenas, Ágora de Atenas, Museu Arqueológico de Kerameikos, Biblioteca de Adriano, Kerameikos, Museu da Ágora de Atenas, encosta sul da Acrópole, Templo de Zeus, Ágora Romana e Sítio Arqueológico de Lykeion (mais no centro da cidade, próximo ao consulado Brasileiro) custava €30,00 e você poderia utilizá-lo em três dias, o que é suficiente para conhecer a cidade.

Começamos descendo pela ágora, você deve mostrar seu ticket no guichê dentro do sítio para eles marcarem que você já visitou aquele ponto. Os políticos da época se reuniam na ágora e havia um local até para um tipo de juízes de plantão que atenderiam causas urgentes.

em cima corredo do museu em baixo o que poderia ser a casa de alguém

O museu que há na ágora é bem completo com objetos encontrados na região que datam de bem antes da era clássica até a última invasão otomana, possui banheiro e bebedouro, nesse dia estava bem quente e seco, então os bebedouros salvaram, se lembre de levar sempre uma garrafinha.

Lá também é o local de uma igreja bizantina construída no que sobrou de um prédio anterior, está bem preservada.

Há essa sinalização de que passava o Aqueduto de Adriano por aqui (aqueduto eram estruturas que levavam água de fontes distantes e possuíam um ponto com inclinação milimetricamente calculada para que certo volume chegasse até o outro ponto) e outras estruturas como salas e casas.

Subindo um pouco a esquerda do Museu chegamos ao templo de Hefesto, o mais bem conservado que vimos na viagem, com todas as colunas inteiras, simplesmente lindo! Há uma lenda de que o corpo do herói Teseu foi enterrado no templo!

Lateral do Templo de Hefesto – melhor conservação do conjunto

Foi no templo de Hefesto que tivemos nosso primeiro contato com um morador incomum das ruínas gregas: os jabutis! Encontramos vários pela cidade.

 

Ainda na ágora de Atenas há a torre dos ventos, no passado havia um cata ventos em seu telhado e um relógio de água em seu interior, em octógono cada quina representava uma divindade de cada ponto cardeal. Durante o domínio bizantino se tornou igreja, mas acabou incendiada e sendo esquecida até os tempos modernos.

Saímos da ágora e fomos para Karameikos, o cemitério usado pelos gregos antigos, o local foi divido em dois por um muro que foi construído para proteger a cidade no século 4 AEC (antes da era comum). Encontramos mais uns jabutis por lá e alguns gatos rsrsrs.

Saindo do Cemitério estávamos morrendo de fome, andando pelas ruas próximas chegamos num local que havíamos lido sobre na internet e pedimos o prato grego que mais amamos Gyro (Kebab, Shawarma, churrasquinho grego difícil saber quem inventou mesmo).

que delícia!

 

Continuamos nossa jornada agora em direção a Biblioteca de Adriano, a construção de 132-134 AEC., foi doada pelo próprio imperador romano, durante seu domínio da cidade, possuía estrutura retangular e uma única entrada, através de um propeliu suntuoso (portão de entrada) com quatro colunas de mármore.  

A obra original possui um espaço para leitura, um teatro e um jardim com cisterna. Muitos dos sítios arqueológicos gregos foram “reaproveitados” por invasores romanos, bizantinos, otomanos e etc assim alguns locais acabaram sendo descaracterizados.

Detalhe no encaixe das peças da coluna

 

Demos uma passada pelo bairro Plaka, bairro boêmio, lindo cheio de bares e restaurantes e lojas de casacos de pele (para minha tristeza parece ser bem popular na Grécia).

No caminho para Plaka nós passamos por uma rua onde havia uma grande quantidade de antiquários e topa tudo, não sou expert nessas coisas de arte e antiguidades, porém alguns itens pareciam ser realmente valiosos, até deu vontade de me aventurar!

Voltamos para casa e passamos num mercadinho próximo para comprar água, e acabamos comprando cerveja e queijo feta também porque né, sim! O mercado na cidade não foi tão barato quanto nas demais que visitamos, nos acabamos achando mais econômico comer fora do que comprar comida.

Nós andamos o dia todo, ficamos bem cansados e foi o tempo de tomar banho e apagar.

 

Gostou do nosso primeiro meio dia? Já se surpreendeu num destino que foi?

Comenta aqui se algo inesperado já aconteceu com você.

Até o próximo post!