O Palácio Nacional de Queluz e seus jardins e pomar são um afago aos olhos e sentidos, reserve algumas horas do seu roteiro para conhecê-lo.

O Palácio Nacional de Queluz foi construído no séc XVIII sob a influência do rococó, barroco e neoclassicismo e foi residência oficial da família real até a fuga para o Brasil em 1807.

Como chegar à Queluz

Saindo de Lisboa é bem fácil chegar à cidade de Queluz de trem ou ônibus. Fomos de trem.

Pegamos o trem na estação Rossio no centro de Lisboa e fomos na linha de Sintra até a estação Monte Abraão e andamos alguns minutos até a entrada do palácio na Avenida Engenheiro Duarte Pacheco.

O bilhete é o mesmo que usamos dentro de Lisboa e pagamos o mesmo valor.

Não é possível reservar assentos nos trens. É possível utilizar os trens da estação Oriente. Há ônibus que vão ao a cidade de Queluz, mas trem é mais rápido e prático, você consegue mais informações no site.

A entrada do palácio pode incluir só a visita aos jardins ou ao interior do palácio e jardins (que foi o que nós optamos) e custam 4,75 euros e 9,50 euros respectivamente.

O Palácio de Queluz

A entrada é meio chocante, chegamos e nos deparamos com muito dourado, tudo com muitos desenhos e espelho. Para melhorar ainda fomos na parte da tarde e o sol que entrava pela janela dava um ar dourado a mais.

Apesar de partes do palácio terem sido destruídas num incêndio no início do século XX, está bem preservado.

O Palácio de Queluz era residência da família real e móveis, cortinas, utensílios de cozinha e banheiro estão expostos como se fossem usados ainda.

Há uma encenação de um dia a dia no salão principal, uma das artistas tocava harpa e parecia nos levar para o passado.

Em cada cômodo há detalhes para serem apreciados, porém não nos prolongamos mais, pois era inverno e o sol iria se por mais cedo, os jardins são uma das atrações mais famosas.

Saímos pela parte de trás onde há um café e mesas, um espaço aconchegante e um café ajudou a esquentar rsrs. Um dos locais mais famosos é a escadaria Robillion ( arquiteto francês responsável por parte da obra).

Os Jardins

Na entrada é possível retirar um panfleto, recomendo que se guie por ele nos jardins e pomares.

Há um riacho passando por dentro do terreno do palácio, Rio Jamor e o Canal dos Azulejos construído de forma a permitir que se pudesse passear de barco quando fechada certa comporta.

Vários pés de laranjas no caminho que consegui identificar apenas depois de ver frutos rsrs

Subimos em direção à frente do palácio e que maravilhoso! Passamos pelos labirintos naturais e pequenas ruas internas que convergem para a frente do palácio.

Além das plantas em lugares específicos, podas cuidadosas, algumas esculturas e fontes a parte externa do prédio é num lindo tom de azul e amarelo, combinando perfeitamente entre si.

Dá gosto andar pelos corredores de arbustos bem podados, obras de arte e ficar tentando imaginar quem também já andou por ali. Dom Pedro I nasceu no Palácio, devia correr pelo jardim quando criança…

Demos sorte nesse dia, havia chovido na parte da manhã o que deve ter espantado alguns turistas, estávamos praticamente sozinhos e na parte da tarde fez um solzinho que deixa as cores mais vivas.

Eu fiquei simplesmente encantada com o lugar, desejando uma máquina do tempo e pensando ao mesmo tempo que provavelmente boa parte daquela maravilha havia sido bancada pelas riquezas brasileiras e que o justo era eu poder passar uma noite lá hahahaha

Fomos embora até mais leves.

Você também gosta de visitar lugares históricos e ao mesmo tempo admirar a natureza? É um programa completo.

Até o próximo destino!